Caminhoneiros enfrentam dificuldades nas rodovias cearenses



Mesmo após o governador do Estado, Camilo Santana, autorizar a abertura de restaurantes nas rodovias que cortam o Ceará, o número de estabelecimentos fechados ainda é grande, deixando os profissionais com pouca assistência


Responsáveis pela maior parte do transporte de cargas e mercadorias no Estado, muitos caminhoneiros ainda têm enfrentado dificuldade para se alimentar às margens das rodovias estaduais e federais devido às medidas de isolamento social para evitar a propagação do novo coronavírus. O Diário do Nordeste percorreu mais de 500 km entre as cidades de FortalezaJuazeiro do Norte e constatou que, mesmo depois de o governador do Estado, Camilo Santana, criar as chamadas Linhas Verdes de Logística e Distribuição - passando a permitir, há duas semanas, a abertura de restaurantes, oficinas em geral e de borracharias nas estradas - o número de estabelecimentos fechados ainda é alto. Duas razões podem explicar esse cenário.
O primeiro deles é a redução no fluxo de clientes, já que os restaurantes atendem não apenas os caminhoneiros. Com as medidas de isolamentos social, o tráfego caiu sobremaneira. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), houve redução de 57% no fluxo de veículos desde o início da quarentena nas rodovias que cortam o Ceará. O segundo fator, conforme a socióloga Ana Santos, é que "alguns proprietários, embora ainda não muitos, entendem, diante do aumento nos casos da Covid-19, os riscos de contaminação e optam por deixar os estabelecimentos fechados, já que eles têm ciência da inevitável redução de clientes".
"Na região Norte, a gente ainda precisa percorrer muito para achar algum canto aberto", complementa o ajudante de descarga Pedro Custódio, que trabalha em conjunto com Gustavo. Nestes locais, que ainda há pouca oferta de estabelecimentos, os caminhoneiros estão sendo amparados pela solidariedade de pessoas comuns, como é o caso do auxiliar fiscal em escritório de Contabilidade, David Andrade, de 20 anos. Com apoio de familiares, foram doadas quentinhas e água mineral para caminhoneiros que cruzaram um trecho da BR-222, na cidade de Umirim.
Diario do Nordeste

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