Em Acaraú, há denúncias de pessoas que cobram para realizar cadastro e transferências do auxílio emergencial




O Jornal Central de Notícias da rádio Acaraú FM recebeu a denúncia anônima de um morador da localidade de Celsolândia, zona rural de Acaraú, dando conta de pessoas que têm cobrado para realizarem transferências e cadastramento para recebimento do auxílio emergencial do Governo Federal. Pessoas que têm direito a receber o auxílio de R$ 600 ou R$ 1200,00 reais precisam fazer o cadastro no sistema, de forma simples, para receber o benefício, o que pode ser feito por qualquer um e de forma gratuita. É importante que o beneficiário se atente às medidas de segurança em relação aos seus dados pessoais."Eu fico 'p' da vida, me desculpa a expressão, de quem se aproveita da fragilidade do outro. Nesses auxílios, há pessoas que para fazer o cadastro ou transferir o dinheiro, querem em volta 150, 200 reais. Cara, isso não existe, é falta de maturidade, humanidade", denunciou. A fonte questionou: "O cara está precisando, ainda vem outro e leva quase a metade do valor!", lamentou.

Segundo o advogado Rodrigo Otero, de Acaraú, é uma prática ilícita cobrar para a realização desses procedimentos. "Presume-se que aquelas pessoas que buscam o cadastro possuem condição socioeconômica que gera necessidade de receber o auxílio emergencial, serem de baixa renda ou prejudicadas pela pandemia, de modo que não se pode exigir cobranças para realizar esses procedimentos", relatou.

O advogado, em sua participação na Acaraú FM, já se posicionou com relação a isso. "Com relação a esse auxílio, hoje e na semana passada, fiz uma relato e emiti algumas críticas sobre uns canalhas, frívolos e venais que se aproveitam da situação do próximo para obter vantagens, essa por sinal totalmente indevida", relatou.

Quem se deparar em uma situação como essa, em que se cobra um valor considerável para a realização desse tipo de serviço pode inclusive procurar uma delegacia para registrar a situação, uma vez que quem se prontifica a realizar tal cadastro ou transferência com fins de tirar algum proveito, incorre em crime contra a economia popular, mediante o qual é instaurado um Termo Circunstanciado de Ocorrência, possibilitando que os autores possam responder e inibir novos casos.


Jornal Central de Noticias

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