Tasso admite disputar prévias para escolha do candidato do PSDB à Presidência da República





Reticente até poucos dias sobre a ideia de enfrentar a corrida pelo Palácio do Planalto em 2022, o senador Tasso Jereissati admite, pela primeira vez, concorrer às prévias do PSDB para escolha do candidato do partido à Presidência da República. Em entrevista, neste domingo, ao Jornal O Estado de São Paulo, o senador expõe como mais importante nesse cenário o desprendimento e o sentimento de união: “Se meu nome servir para unir, em algum momento, vamos trabalhar nessa direção”, declara o tucano.

Considerado um político de diálogo, com serenidade, maturidade e experiencia, Tasso sempre foi citado como uma alternativa de candidatura no ninho tucano, mas somente após uma entrevista do Presidente Nacional do PSDB, Bruno Araújo, no último dia 19, o nome do senador cearense ganhou dimensão como a melhor opção de centro para unir diferentes correntes partidários que querem uma terceira via na disputa presidencial.

ADIAMENTO DE PRÉVIAS

Estimulado com o movimento que surgiu a partir das declarações de Bruno Araújo, Tasso ampliou as conversas sobre as articulações para a escolha do candidato do PSDB ao Palácio do Planalto e passou a adiar a realização das prévias, que estão marcadas para o mês de outubro. Hoje, o PSDB tem, além de Tasso, outros dois nomes como pré-candidatos – João Doria (Governador de São Paulo) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).

‘’Nunca falei isso, mas acho que as prévias deveriam ficar um pouco para mais tarde, para que nós pudéssemos conversar com os outros partidos. Quando defendo essa união, eu acho que não deve ser só dentro do PSDB’’, afirma Tasso, que está no penúltimo ano do segundo mandato de senador, após governar o Estado do Ceará em três mandatos.

CANDIDATURA DE CIRO GOMES

Quando fala em união, o tucano cearense, também, observa que é preciso espírito de renúncia para construir um conjunto de forças que sejam capazes de avançar com uma candidatura para enfrentar, com chances reais de vitória, o atual presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

‘’A palavra principal é desprendimento. Mas alguns pontos são relevantes para uma agenda comum, como meio ambiente, respeito à ciência e não desprezar a questão fiscal’’, observa o tucano.

Ao ser questionado se, ao ser indicado pelo PSDB, poderia atrair o apoio do ex-governador do Ceará e pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, Tasso afirma que o pedetista tem o sonho de governar o País e, por essa razão, não desistiria da corrida eleitoral de 2022.

‘’Eu acho difícil o Ciro sair (do páreo). Mas não acho muito difícil o Ciro vir. O Ciro já foi de esquerda, mas hoje é de centro. E acredito que ninguém vá mudar o desejo dele de tentar a Presidência. Ele tem esse objetivo na vida’’, comentou.

CPI DA COVID

Indicado pelo PSDB para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito, a ser instalada, nessa terça-feira, com o objetivo de investigar as ações do Ministério da Saúde no combate à pandemia, Tasso Jereissati defende uma CPI com equilíbrio e sem foco em denúncias para levar o presidente da República ao impeachment:


‘’Não é o objetivo. Com certeza, a CPI vai levantar responsabilidades sobre esse drama que o País vive. Agora, eu acho que nós não devemos chegar a impeachment’’, disse o tucano, que, ainda, sobre esse assunto acrescenta: ‘’Além de ser outra crise, é inócua porque uma CPI demora seis meses. E depois, se começar um processo de impeachment, vão no mínimo mais seis meses. O País ficaria parado e sem rumo, já chegando às eleições do ano que vem. Agora é trincar os dentes’’.


Ceará Agora 

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