Vereador diz que Camilo está "coagindo" prefeitos para apoiar Elmano: "Coronelismo"



 Pedetista diz que está decepcionado e pede que Ministério Público investigue o ex-governador


O vereador Lúcio Bruno (PDT) fez duras críticas ao ex-governador Camilo Santana (PT) durante sessão desta terça-feira, 23, na Câmara Municipal de Fortaleza. O pedetista afirmou, durante pronunciamento, que o petista estaria "coagindo" e "chantageando" os prefeitos das cidades cearenses para apoiar a candidatura de Elmano Freitas (PT) ao Governo do Estado.

“Sabe qual é esse meu discurso hoje aqui?”, disse o político referindo-se a Adail Júnior (PDT). “É de decepção”, completou, acrescentando que Camilo está implantando “coronelismo” no Estado. “Está coagindo, está chantageando, está ameaçando os prefeitos do Estado do Ceará, cancelando licitação, cancelando Mapp (Monitoramento de Ações e Projetos Prioritários), prejudicando o povo do estado do Ceará. Que governador é esse?”, reclama.

Lúcio seguiu dizendo que por quase oito anos defendeu o governo do petista. Ele afirma que o político, em 2014, ano que foi eleito para o seu primeiro mandato à frente do Executivo cearense, foi escolhido pelo senador Cid Gomes (PDT), “contrariando todos” os “pré-candidatos do PDT”. Em seguida, ele completa dizendo que o candidato ao Senado foi eleito com ajuda do PDT, do ex-prefeito Roberto Cláudio e do grupo aliado aos Ferreira Gomes. “O PT não queria ele, o PT queria votar no Eunício Oliveira (MDB)”, ressaltou.

O vereador ainda afirma que RC e Cid tiveram “humildade para passar o bastão" ao terminar seus respectivos mandatos, mas Camilo, que disputa vaga no Senado nas eleições de 2022, não. “Há oito anos estava acreditando nesse projeto, que lutei, que briguei, que defendi nesta Casa, e hoje estou testemunhando que está sendo implantado um coronelismo”, disse.

Ele finaliza afirmando que os prefeitos de Milhã, Quixelô, Pedra Branca, Saboeiro e Paracuru "estão sendo chantageados para tirar uma foto com o candidato” do petista, para afirmar seu apoio à candidatura, e conclui: “Ministério Público, fique de olho”.


O Povo

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