Minuta estava fora de contexto e seria triturada, diz Anderson Torres




O ex-ministro da Justiça Anderson Torres afirmou, que o texto da minuta encontrado pela Polícia Federal durante a busca e apreensão em sua casa na terça-feira (10) seria triturado e foi divulgado fora de contexto.

Torres disse que o documento estava em sua casa para descarte. “Havia em minha casa uma pilha de documentos para descarte, onde muito provavelmente o material descrito na reportagem foi encontrado. Tudo seria levado para ser triturado oportunamente no MJSP”, escreveu o ex-ministro em suas redes sociais.

A Folha revelou nesta quinta-feira (12) que, durante a operação de busca e apreensão nesta semana, a Polícia Federal encontrou na residência de Torres, uma minuta de decreto para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) instaurar estado de defesa na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo o jornal, o documento foi encontrado no armário do ex-ministro.

No texto à coluna, Torres disse ainda, que “no cargo de ministro da Justiça, nos deparamos com audiências, sugestões e propostas dos mais diversos tipos. Cabe a quem ocupa tal posição, o discernimento de entender o que efetivamente contribui para o Brasil”.

Torres disse que o Ministério da Justiça foi o primeiro a entregar relatórios para a equipe de transição.

“O citado documento foi apanhado quando eu não estava lá e vazado fora de contexto, ajudando a alimentar narrativas falaciosas contra mim. Fomos o primeiro ministério a entregar os relatórios de gestão para a transição. Respeito a democracia brasileira. Tenho minha consciência tranquila quanto à minha atuação como ministro”, afirmou.

O advogado Rodrigo Roca, que atua na defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres informou que o manuscrito encontrado na casa de Torres não foi escrito por ele.

“Não é de autoria do ex-ministro. Todos os dias tinha alguém que procurava propondo golpe, estado de sítio. Isso nunca foi levado ao presidente (Jair Bolsonaro). A maior prova é que isso foi encontrado na casa dele”, afirmou Roca.

Segundo o advogado, a proposta de decreto é um manuscrito e que a perícia irá comprovar que não foi ele que fez o conteúdo. Roca disse que até ele, no período em que estava trabalhando no Ministério da Justiça, recebeu indicações de documentos semelhantes. Ele, porém, diz que ignorou todos os pedidos. No ano passado, Roca atuou como Secretário Nacional do Consumidor (Senacon). O advogado não informou à coluna quem seriam as pessoas que entregavam esses documentos a ele ou a Anderson Torres.

UOL

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