Suspeita de golpe milionário construiu mansão em Acaraú





Uma vida de muito conforto e ostentação. Mas para manter a vida luxuosa Maria Valdirene de Paulo de 34 anos, aplicava golpes contra a empresa onde trabalhava, uma sucata que fica no município de Caucaia, RMF.

Segundo as investigações, a substituição de sacos de areia ao invés de sucata na hora da pesagem lhe rendia por dia R$ 10 mil reais. A estimativa das autoridades é que o valor furtado tenha ultrapassado R$ 3 milhões.

Valdirene foi presa na última segunda-feira, no município de Caucaia. O que também chama atenção nesse caso é o fato da “rainha da sucata” ter pedido vale ao patrão e dinheiro aos colegas de trabalho. Com isso ela disfarçava a vida de ostentação.

Foi através da mãe, que trabalhou como secretária na empresa, que Valdirene conseguiu o emprego. ”A gente tinha um excesso de confiança. Ela não demonstrou o padrão de vida que tinha, pelo contrário, se fazia de coitadinha e dizia que não tinha dinheiro pra pagar as contas”, contou o proprietário da empresa que preferiu não ser identificado.
Golpe rendeu vida luxuosa

O que o dono da empresa não sabia era que nas redes sociais a funcionária que ganhava pouco menos de 1.500 reais se apresentava como uma pessoa de classe média alta. Quando viajava, algo comum na rotina de Valdirene, um dos carros importados, ficava em área VIP, no estacionamento do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza.

O padrão de vida de Valdirene envolvia também viagens para locais paradisíacos, com mesas fartas e decoração até com pétalas de rosas. Os programas de lazer de Valdirene incluíam viagens para outras regiões do país e estadia no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Lá, a rainha da sucata se hospedou três semanas antes de ser presa. Em Salvador, na semana seguinte, ela alugou uma lancha, onde na companhia do namorado, celebrou o sucesso dos negócios e das viagens que fazia, sem que a empresa soubesse. Em datas comemorativas, familiares ficavam rodeados de presentes caros.

Além de uma casa para a mãe, Valdirene construiu uma mansão em Acaraú, no Litoral Oeste do estado, próximo a Jericoacoara.
Polícia Civil investigou por dois meses

A polícia civil Cearense foi atrás depois que colegas de trabalho denunciaram o caso e conseguiu as respostas.

“Ela descobriu uma vulnerabilidade no sistema de pesagem. Tinha uma função de confiança e começou a fraudar as matérias-primas. A empresa adquiria ferro em um caminhão baú. Só que eles (quadrilha) adicionavam areia, ao invés de ferro. Em seguida o caminhão ia a um local próximo, alugado pela quadrilha, para descarregar a areia”, disse o delegado Alysson Keynes.

O reinado de Valdirene está perto do fim. Presa por furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, ela pode pegar pena de até 8 anos de prisão. Ao menos outras cinco pessoas estão no radar da polícia, que tenta localizar e solicitar o sequestro dos bens comprados com o suor de outras pessoas.




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