Varíola dos macacos: Ceará investiga casos suspeitos em presídios e suspende visitas




 

O Ceará investiga três casos suspeitos de transmissão da varíola dos macacos (Monkeypox), em um presídio da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). As visitas na Unidade Prisional Professor Olavo Oliveira II (UPPOO II) foram suspensas, por pelo menos, 20 dias, por orientação das autoridades sanitárias.

Visitas de advogados e familiares dos presos foram suspensas a partir desta quinta-feira (25) até o dia 13 de setembro de 2022. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) confirmaram a informação e disseram que “após a detecção, a equipe de saúde da unidade procedeu com o isolamento dos pacientes suspeitos”.

“A SAP comunicou a Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde (Sevig) da Sesa, que orientou sobre a necessidade de coleta de amostras para exame laboratorial, que já está sendo realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Os internos na UPPOO II que compartilhavam cela com os suspeitos seguem em observação, visto que não apresentam sintomas da doença”, conforme as Pastas.

Entenda como ocorre a transmissão da varíola dos macacos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a varíola dos macacos pode ser transmitida aos seres humanos por meio do contato próximo com uma pessoa ou animal infectado, ou com material contaminado com o vírus. O vírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atua consoante às ações das demais agências e organismos de saúde mundiais e permanece monitorando a evolução do quadro em constante contato com o Ministério da Saúde.   

Autoridades de referência como o CDC/ EUA e a Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido apontam que a transmissão do vírus ocorre, preferencialmente, por meio da pele lesionada (mesmo que não seja visível), mas também do trato respiratório ou das membranas mucosas (olhos, nariz ou boca).  

Conforme publicado pela autoridade do Reino Unido, a disseminação de pessoa para pessoa é incomum, mas pode ocorrer através:  

  • do contato com roupas ou lençóis (como roupas de cama ou toalhas) usados por uma pessoa infectada;
  • do contato direto com lesões ou crostas de varíola de macaco;
  • da exposição próxima à tosse ou espirro de um indivíduo com erupção cutânea de varíola.

Nesse sentido, a prevenção e a cautela para evitar a transmissão da infecção por vias respiratórias e de contato são indicadas, assim como o cuidado no manuseio de roupas de cama, toalhas e lençóis utilizados por uma pessoa infectada. A higiene das mãos em ambos os casos é recomendada. 


GC Mais

Postar um comentário

0 Comentários