Vitimas de câncer de útero processam L'Oréal por alisantes de cabelo



 

Mulher usou os produtos, que foram associados à doença em estudo recente, por quase duas décadas




Uma sobrevivente de câncer de útero nos Estados Unidos apresentou, na sexta-feira (21), uma demanda civil contra a L'Oréal após a publicação de um estudo que estabelece relação entre os produtos que ela usou para alisar o cabelo por décadas e a doença.

O advogado Ben Crump apresentou a demanda em nome de Jenny Mitchell, que usou "estes produtos perigosos" em seu cabelo durante quase duas décadas e foi diagnosticada com câncer de útero, pelo qual teve que se submeter a uma histerectomia (cirurgia de retirada do órgão), segundo ele.

Os produtos para alisar o cabelo apresentam maior risco para o desenvolvimento de câncer de útero, particularmente entre as mulheres negras, segundo um amplo estudo dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, publicado na segunda-feira (17) e citado na demanda.

O câncer de útero, que é distinto do câncer de colo de útero, é relativamente incomum, mas sua taxa de incidência está aumentando nos Estados Unidos, principalmente entre as mulheres negras.

Segundo o estudo, as pessoas que usam esses produtos mais de quatro vezes ao ano têm risco duas vezes maior de desenvolver a doença.

A demanda civil busca uma indenização por danos e prejuízos de parte da divisão americana da L'Oréal, a gigante francesa da indústria cosmética.

"Sem dúvida, o trágico caso da senhora Mitchell é um dos muitos nos quais as corporações enganaram agressivamente as mulheres negras para aumentar seus lucros", disse Crump, conhecido por defender muitas famílias de afro-americanos em casos de brutalidade policial.

R7

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