Lula aumentará ministérios de 23 para 37, mas promessa é não criar cargos




 O governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá aumentar o número de ministérios dos atuais 23, na gestão Jair Bolsonaro (PL), para 37. A quantidade de órgãos com status ministerial foi confirmada neste sábado por Rui Costa, governador da Bahia e anunciado ministro-chefe da Casa Civil do futuro governo.


O aumento de ministérios passará pelo desmembramento de pastas como o atual Ministério da Economia. A pasta hoje sob o comando de Paulo Guedes deverá voltar ao antigo formato, dividida em quatro: Fazenda, Planejamento, Indústria e Gestão. A Cultura voltará a ter status de ministério.

Costa informou ainda que serão recriados os ministérios da Pesca, Cidades, Transportes, Portos e Esporte. Haverá ainda novas pastas, como para Povos Originários.

O futuro chefe da Casa Civil informou que não haverá criação de novos cargos, mas sim desmembramento dos ministérios que atualmente existem.

Até agora, há seis ministros anunciados:

Fazenda: Fernando Haddad
Casa Civil: Rui Costa
Justiça e Segurança Pública: Flávio Dino
Defesa: José Múcio Monteiro
Relações Exteriores: Mauro Vieira
Cultura: Margareth Menezes

É apontado como já escolhido para o Ministério do Trabalho Luiz Marinho (PT), que já ocupou o cargo no primeiro governo Lula.

De acordo com Rui Costa, Lula deverá anunciar novos ministros ao longo da próxima semana.

O ex-governador do Ceará e senador eleito Camilo Santana (PT) está definido para o Ministério da Educação e será anunciado nesta segunda-feira, 19, segundo o deputado federal José Guimarães (PT).

O ex-governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), foi sondado para ser ministro do Planejamento. Josué Gomes da Silva, presidente da Fiesp e filho do ex-vice-presidente José Alencar, recusou convite para ser ministro da Indústria.

Costa ressaltou que o presidente eleito determinou que não sejam criados novos cargos com o desmembramento de ministérios. Lula reúne-se neste sábado, em hotel de Brasília (DF) no qual está hospedado, com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, com o futuro presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e com Costa para discutir a organização dos ministérios.

"O custo e o volume de gastos tem que se manter, independente do número de ministérios. Estamos finalizando a estrutura com 37, incluindo os que buscam garantir a transversalidade de ações do governo, como o Ministério das Mulheres, da Reparação e o Ministério dos Indígenas", disse. 

(Agência Estado)


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