Acaraú vai exportar manga e água de coco para Europa



 Na sua Fazenda Correguinho, o agrônomo Altamir Martins cultiva em 250 hectares mangueiras de baixa altura, obtendo produtividade de 400 mangas Tommy e Palmer por planta


Quando 2023 chegar, a AGM Crops, do agrônomo e empresário cearense Altamir Martins, começará a exportar para a Europa manga e água de coco que já são produzidos em sua Fazenda Correguinho, na geografia municipal de Acaraú na região Norte do Ceará. 

Ex-CEO da Finobrasa Agroindustrial, Altamir Martins é um dos técnicos com mais experiência na fruticultura do Nordeste, incluindo, também, conhecimento detalhado dos mercados importadores da Europa e dos Estados Unidos para onde irão suas frutas a partir do próximo ano.

A fazenda Correguinho tem 250 hectares de área, 100 dos quais plantados de coco e 30 de manga das variedades Tommy, Palmer e Keitt, que são as preferidas dos consumidores europeus e norte-americanos. 

Altamir abre um largo sorriso para fazer uma revelação: sua plantação de manga está com uma produtividade inédita nestas bandas nordestinas – são 400 mangas por planta. É resultado de um cultivo superadensado – de 4 x 2 metros — podendo alcançar até 50 toneladas de manga por hectare.

As variedades cultivadas são de uma mangueira de baixa altura, facilitando a colheita, reduzindo custos operacionais e conduzindo a um aproveitamento comercial superior a 90%.

“Nossa meta é implantar, em um ano, 100 hectares de mangueiras, cuja produção será destinada à exportação”, explica Altamir.

Toda a produção de coco e de manga da Fazenda Correguinho é garantida pelo processo de irrigação por micro aspersão com água de poços profundos perfurados na propriedade. 

“Usamos uma tecnologia de irrigação que economiza água e, ao mesmo tempo, garante a alta produtividade que temos, e isto é produto de muita experiência que adquirimos ao longo de nossa vida profissional”, confessa Altamir Martins, que teve presença pessoal e permanente na recente Pecnordeste 2022.

“A Pecnordeste será, em pouco tempo, a maior feira da agropecuária da região nordestina, não tenho dúvida disto. Eu fiquei muito feliz ao perceber, durante a feira, que está todo mundo do nosso setor empolgado com os novos tempos da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), que se voltou, efetivamente, para a defesa dos interesses do produtor rural, seja ele é pequeno, médio ou grande, e isto é fundamental para nós, que sempre tivemos carência de uma liderança forte”, conclui Altemir Martins.


Diário do Nordeste

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