Lula cobra julgamento de Bolsonaro por genocídio e “outras coisas”

 

“Quero que ele tenha direito à presunção de inocência, mas não dá para deixar esse cidadão passar sem uma investigação”, disse Lula, em live



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, em sua live semanal nas redes sociais nesta terça (5/9), que Jair Bolsonaro (PL), seja julgado por genocídio devido à gestão do ex-presidente na época da pandemia de coronavírus. Sem citar o caso das joias recebidas como presente, vendidas e recompradas, Lula também defendeu que o seu antecessor seja investigado por “outras coisas que estão aparecendo por aí”.

“Uma das coisas que mais quero é acabar com o ódio”, introduziu Lula, na live. “Você pode não gostar de mim, não tem problema nenhum, eu não estou pedindo você em casamento. Eu só quero que você seja civilizado. Eu te respeito e você me respeita. Eu não posso te ofender, destratar você. Isso tudo foi criado pelo ódio, disseminado no Brasil pelo coisa”, disse Lula, referindo-se a Bolsonaro, mas sem citá-lo pelo nome.

“O Coisa. Que eu sempre falo que ele vai ser julgado ainda como genocida. Ele vai ser julgado. Porque não é brincadeira terem morrido 700 mil pessoas aqui, uma grande parte por falta de cuidado do governo, por falta de orientação do governo, por falta de respeito com a medicina, a ciência”, discursou Lula, no programa gravado ao vivo do Palácio da Alvorada.


“Então, não é o Lula que quer, eu não quero nada. Eu quero que ele tenha direito à presunção de inocência em todos os processos, mas não dá para deixar esse cidadão passar sem uma investigação correta. Por que morreu tanta gente no Brasil? Por que tanto descaso? E fora as outras coisas que estão aparecendo por aí”, segui o presidente.

“Porque na verdade na verdade, um cidadão que não tem coragem de passar a faixa, um cidadão que se esconde porque estava prevendo um golpe… porque na verdade ele queria dar um golpe, da forma mais mesquinha possível. Disputou uma eleição, ganhou. Com medo de perder [a seguinte], diz que a eleição não era correta, que tinha falha não sei das quantas… Esse país precisa aprender a respeitar as instituições. Não cabe ao presidente da República gostar ou não de uma decisão da Suprema Corte. A Suprema Corte decide, a gente cumpre. É assim que é”, disse Lula, que em seguida defendeu ainda que as decisões do STF tenham apenas o placar divulgado, e não o voto de cada ministro ou ministra.

Metropoles 

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