Governador Elmano anuncia promoção para mais de 7 mil professores no Ceará



De acordo com o Governo do Ceará, a medida resultará um acréscimo no valor total de R$ 10.741.315,69 na folha de pagamento do mês de maio



O governador Elmano de Freitas (PT) anunciou neste sábado (1º), em suas redes sociais, que mais de 7 mil professores da rede pública do Ceará receberão valores referentes à promoção sem Titulação 2019 (período de setembro a dezembro de 2019).

“O Governo do Ceará continua honrando seus compromissos com os professores da rede pública estadual. A partir deste sábado (1°), mais de 7.000 beneficiários receberão a diferença de remuneração referente à promoção sem Titulação 2019 (período de setembro a dezembro de 2019)”, escreveu o petista.

De acordo com o Governo do Ceará, a medida resultará um acréscimo no valor total de R$ 10.741.315,69 na folha de pagamento do mês de maio.

GREVE CONTINUA

Apesar de a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes) ter aceitado a proposta do Governo Federal para encerrar a greve dos docentes federais no Ceará no final do mês de maio, a paralisação persiste.

O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (ADUFC) divulgou que o acordo foi fechado sem a participação do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe).

Entre os questionamentos dos professores, está o fato da proposta não prever nenhum reajuste para este ano. Conforme o comando da greve, existe espaço no orçamento para atender às demandas da categoria, a partir do desbloqueio de R$ 2,9 bilhões no relatório orçamentário, informado pelo governo na quarta-feira (22). Os líderes da greve informam que o recurso deve ser voltado para recompor as perdas salariais dos últimos anos.

“O secretário de Orçamento Federal, Paulo Bijos, disse que esse recurso é um colchão de segurança para acomodar futuras pressões de aumento de despesas obrigatórias. Vamos fazer pressão e dormir nesse colchão”, afirmou o integrante da direção do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinafese), David Lobão.

CONTEXTO

A greve dos professores e dos técnicos administrativos das instituições federais de ensino superior e colégios federais iniciou em 15 de abril, paralisando as atividades de 59 universidades e mais de 560 colégios federais. A última proposta apresentada pelo governo em maio apresenta um aumento de 13,3% a 31% até 2026. Os reajustes, entretanto, só começaram a ser aplicados em 2025.

Opniao CE

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