Homem que já clonou cartão da Xuxa é detido em Jeri por fraude de R$ 200 mil




 

Um casal foragido da Justiça de São Paulo pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, fraude bancária e associação criminosa foi preso, na tarde desta quarta-feira (22), no Aeroporto de Jericoacoara, no Ceará. 

O preso identificado como Artur Franklin de Sousa Lima homem, de 32 anos, já era conhecido das autoridades porque em 2008 havia clonado cartão da apresentadora Xuxa Meneghel. O acusado chegou a cumprir três anos de pena de reclusão pelo crime.

Durante a abordagem, o casal apresentou documentos falsos. Por isso, foram presos em flagrante pelo crime de falsificação. A mulher detida foi identificada como Kianna Ivy Cunha Amorim.

As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (23), em Fortaleza. Conforme o diretor do Departamento de Inteligência Policial (DIP), Edvando França, o preso identificado como Artur Franklin de Sousa Lima é “um criminoso costumaz”.  Os acusados eram monitorados pelos agentes da Delegacia Regional de Acaraú.

Em 2018, foi preso por liderar uma quadrilha especializada em furtos eletrônicos, com mais de R$ 7, 5 milhões furtados. Ele já responde por crime cibernético, fraude e formação de quadrilha.

Prisão 

Segundo a apuração policial, os suspeitos mantinham uma empresa de fachada, na Praia do Futuro, em Fortaleza. Durante cumprimento de mandado de prisão, o casal conseguiu fugir em um carro de luxo para o litoral do Ceará. 

A voz de prisão ocorreu quando eles estavam no avião com destino a São Paulo. Segundo a polícia, os suspeitos foram encontrados documentos falsos, diversos cartões bancários e cerca de R$ 9 mil.

As apurações apontam que a dupla é envolvida em uma fraude contra instituições financeiras, cujo prejuízo superou R$ 200 mil.

As capturas foram comunicadas à Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER) da Polícia Civil de São Paulo (PCSP) que fará as tratativas de envio dos presos para São Paulo.

A dupla foi capturada após um trabalho conjunto da Delegacia Regional de Acaraú, Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCLD) e o Departamento de Inteligência da PC-CE.
 

Modus operandi
 

Segundo o Edvando França, Arthur passou a utilizar a "engenharia social". Anteriormente, os golpes eram praticados por meio de tecnologias para ter acesso a dados dos alvos.

No entanto, o criminoso começou a modificar a técnica, passando a induzir a vítima a enviar informações através de telefonemas e outras formas de contatos. 

"Ele conseguia só com a engenharia social, a lábia. Hoje, percebemos um incremento importante no número de vítimas de golpes desta forma", explicou o delegado.

Ele enfatizou que a população não deve fornecer informações a estranhos e checar se quem está do outro lado da linha é mesmo um familiar ou conhecido.


Diario do Nordeste

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